O plantio de trigo no Rio Grande do Sul da safra 2026 está praticamente finalizado. Segundo boletim da Emater-RS, 99% da área destinada à cultura já havia sido semeada até a última quinta-feira (6), sem atraso em relação ao mesmo período do ano anterior. O ritmo das operações confirma que os produtores gaúchos conseguiram concluir a semeadura dentro da janela ideal, apesar das condições climáticas irregulares enfrentadas ao longo do ciclo.
Excesso de chuva dificulta operações, mas não atrasa o cronograma
As condições das lavouras se mantiveram satisfatórias ao longo da última semana, mesmo com o excesso de precipitações registrado em algumas regiões do estado. A umidade elevada dos solos tornou mais difícil o tráfego de máquinas, as adubações nitrogenadas em cobertura e as aplicações fitossanitárias, mas sem provocar atrasos expressivos nas operações de campo. Isso significa que, embora o calendário agrícola tenha exigido mais atenção e planejamento por parte dos produtores, a essência do cronograma de plantio foi preservada.
De forma pontual, o mau tempo causou:
- Acamamento de plantas;
- Erosão hídrica;
- Danos por granizo;
- Encharcamento em solos com limitações de drenagem.
Esses efeitos, no entanto, têm impacto reduzido sobre o total da área cultivada, concentrando-se em pontos específicos do estado e não comprometendo o panorama geral do plantio de trigo no Rio Grande do Sul. Já a combinação de alta umidade relativa, molhamento foliar prolongado e temperaturas amenas intensificou a pressão de doenças foliares sobre as lavouras. Esse conjunto de fatores climáticos cria um ambiente propício para o desenvolvimento de fungos e patógenos, o que exige monitoramento constante e manutenção das estratégias de controle fitossanitário ao longo de todo o ciclo da cultura.
Produção de trigo no RS deve cair 36% na safra 2026
Apesar dos impactos localizados, o potencial produtivo segue, de forma geral, dentro das expectativas para a safra. A Emater-RS projeta uma produção de trigo de 2,19 milhões de toneladas no estado neste ano, volume 36% inferior ao colhido na safra anterior. A retração reforça a importância do acompanhamento contínuo das lavouras nas próximas semanas, período em que as condições climáticas e o manejo fitossanitário ainda podem influenciar o resultado final da colheita gaúcha.
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